O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação contra o youtuber Júlio Cocielo na última quarta-feira (12). A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos pede que o influenciador seja condenado a pagar R$ 7,5 milhões por dano social. Os promotores Eduardo Valério e Bruno Orsini Simonetti alegam que Cocielo fez declarações racistas e também solicitam a quebra de seu sigilo bancário.

Júlio Cocielo gerou polêmica no final de junho deste ano – após o jogo entre França e Argentina pela Copa do Mundo – por um comentário sobre o jogador Kylian Mbappé. Em pretendida referência à velocidade do futebolista, o youtuber afirmou que “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia”. No entanto, muitos internautas não viram essa frase apenas como referência à velocidade do jogador.

“Trata-se de um jovem jogador negro, francês de
ascendência camaronesa, de compleição física robusta e que mostrou,
nos jogos da seleção francesa na Copa da Rússia, impressionantes
velocidade e explosão, daí advindo, em notória manifestação de
racismo, a sua associação com os assaltantes (negros, na ótica do
autor) que praticam crimes de roubo nas praias brasileiras, sobretudo
fluminenses, sempre sob contínua e desabalada corrida.”
Declarações antigas também foram mencionadas

Além do comentário sobre Mbappé, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos também anexou à ação prints de outros tuítes publicados por Cocielo há alguns anos. O objetivo dos promotores é reforçar o fundamento de que a declaração do youtuber sobre o jogador francês tem cunho racista.

Valério e Simonetti também afirmam que Júlio Cocielo apagou 50 mil tuítes após a polêmica e que, entre essas publicações, estavam comentários preconceituosos. Para os promotores, o influenciador deve ser condenado por dano social. O valor atribuído à causa é de R$ 7.498.302,00 (sete milhões, quatrocentos e noventa e oito mil e trezentos e dois reais).

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Fonte: MPSP e Jovem Pan