Governo brasileiro estuda aplicar classificação indicativa em vídeos do YouTube

Vale ressaltar que o YouTube já possui uma política rigorosa contra vídeos considerados nocivos e privilegia os influenciadores que publicam conteúdos family-friendly

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Foto: CNN

O governo brasileiro está estudando estender a classificação etária para conteúdos publicados na internet, o que afetaria diretamente o YouTube. O tema ganhou destaque nesta última terça-feira (24), em um encontro com representantes do Ministério da Justiça, do Ministério Público, de especialistas e de representantes da sociedade civil.

A ideia do governo é seguir a mesma lógica já existente na televisão, no cinema e nos videogames, visando proteger as crianças de conteúdos considerados nocivos. A maior preocupação é com youtubers que têm um público formado majoritariamente por crianças e adolescentes.

Regina de Assis, doutora em Educação pela Harvard University, participou do debate que ocorreu no início desta semana e afirmou que a intenção é levar o tema à sociedade civil para que uma atualização da lei seja proposta.

O youtuber Felipe Neto publicou um vídeo, também nesta terça-feira, ressaltando que a “censura que as emissoras brasileiras de televisão conseguiram combater está perigosamente se aproximando da internet”.

Ainda não há informação sobre como o sistema de classificação indicativa – também chamado de “censura etária” – seria aplicado em conteúdos da internet, visto que em uma plataforma como YouTube a velocidade da publicação de vídeos é um importante diferencial. As produções audiovisuais da televisão, por exemplo, passam por uma equipe multidisciplinar de psicólogos, advogados, professores e outros especialistas antes de serem exibidas.

Vale ressaltar que o YouTube já possui uma política rigorosa contra vídeos considerados nocivos e privilegia os influenciadores que publicam conteúdos family-friendly.

 

Fontes: InfoMoney e O Globo