Em ano de eleições, é comum a divulgação de diversas pesquisas eleitorais. O pleito de 2018, porém, tem uma diferença em relação aos anteriores: o uso frequente das redes sociais pelos candidatos à Presidência da República. Afinal, qual será o impacto da internet nesta eleição? Por esse motivo, elaboramos uma matéria em que a disputa eleitoral será analisada a partir de uma nova ótica: as mídias sociais.

Além de ocupar o primeiro lugar nas pesquisas eleitorais – com cerca de 30% das intenções de voto -, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) também se encontra na liderança no ranking de seguidores dos presidenciáveis, totalizando 12,3 milhões. O deputado federal interage com o seu público, por meio da internet, há alguns anos. E esse pode ser o principal fator que o consolida na ponta da tabela. Facebook, Twitter, Instagram e YouTube foram as redes sociais consideradas para esta análise.

Postulante ao cargo de presidente da República pela terceira eleição consecutiva, Marina Silva (Rede) também surpreende: a ex-senadora está em segundo lugar, com 4,4 milhões de seguidores. Sua maior plataforma é o Facebook (2,4 milhões), seguido pelo Twitter (1,9 milhões). Marina, no entanto, aparece consideravelmente atrás do candidato Bolsonaro, que tem quase quatro vezes mais seguidores.

Apesar de não pontuar muito nas pesquisas, João Amoêdo (NOVO) apresenta um expressivo desempenho nas redes sociais. O candidato não tem tempo de televisão e não é presença garantida por lei nos debates. Em razão disso, o empresário apostou na internet para alavancar a sua candidatura – ele reserva ao menos R$50 mil por mês para impulsionar publicações no Facebook. Mesmo aparecendo entre 3 e 5% nas pesquisas eleitorais, Amoêdo conseguiu se consolidar na terceira posição, com cerca de 3,6 milhões de seguidores e à frente de políticos que estão melhor posicionados na disputa.

Ranking de seguidores dos presidenciáveis. (Fonte: Influverse)

Segundo pelotão

O ex-governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já se candidatou à Presidência no ano de 2006, aparece na quarta posição e soma mais de 2,2 milhões de seguidores. Sua principal rede social é o Facebook, em que mais de 1 milhão de pessoas curtiram sua página.

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, Fernando Haddad (PT) não demonstra o mesmo desempenho na internet. O candidato petista fica em quinto lugar no ranking digital dos presidenciáveis, somando cerca de 1,7 milhão de seguidores. O motivo desse baixo rendimento pode ser explicado pelo tempo que levou seu registro de candidatura. Ex-prefeito de São Paulo, Haddad teve seu nome confirmado pelo partido apenas no dia 11 de setembro e deferido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao final do mesmo mês.

O senador Álvaro Dias (Podemos) é o sexto presidenciável com mais seguidores nas redes sociais e soma aproximadamente 1,6 milhão. Postulante à Presidência da República pela primeira vez, Álvaro quase empata com Haddad. O candidato usou as redes sociais para mostrar sua atuação legislativa e se posicionar sobre diversos temas durante o exercício de seu mandato como senador pelo Paraná. Foi nesse período que Álvaro angariou a maior parte dos seguidores que tem hoje.

Ciro Gomes (PDT) se consolida na sétima posição com 1,3 milhão de seguidores em todas as suas redes sociais. Nas pesquisas de intenção de voto, porém, Ciro aparece na terceira posição, apenas atrás de Bolsonaro e Haddad. Mesmo com 1,3 milhão de seguidores, o candidato pedetista é um dos mais pesquisados no Google e um dos mais comentados no Twitter.

Não chegam a 1 milhão

Mais ao final do ranking, Guilherme Boulos (PSOL) tem 793.426 seguidores e é seguido por Cabo Daciolo (Patriota), com 460.475 seguidores. Henrique Meirelles (MDB) se consolida com 343.438 seguidores, seguido por Eymael (DC; 47.242), Vera Lúcia (PSTU; 25.089) e João Goulart Filho (PPL; 19.663).

 

Redação Influverse